01/05/2011

Nacimento

Acordei jogada na rua.

Não conseguia recordar meu nome, ou o que houve.
Neste momento surge uma senha empunhando um guarda chuva, usando um chapéu extravagante contrastando com as roupas discretas.
A chuva passou e levou minha história consigo.
- Mon chéri.
A mão com as marcas da idade se estende e me ajuda a levantar, e o flash da noite surge em minha cabeça.
"-Piranha! Vagabunda! Não lhe sustento nem mais um dia, sirva tua alma junto a tua mãe!"
Mãe. Foi o que ela sempre foi para mim.
Faço uma reverência.
- Madame. Posso voltar para casa?
Um sorriso repleto de mistérios se abre.
- "Querridinha", que tal abrirmos "uma" spumante e brindar ao aniversário de minha quase ex primeira filha Simonne?

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