Cansei de reprimir sentimentos e desejos.
Resolvi me permitir por uma noite, na qual sonegarei conceitos, preceitos e escrúpulos.
Começo a me arrumar...
Como em um ritual, visto minha lingerie, sinto cada parte de meu corpo ao passar creme, fico excitada ao colocar meu salto.
Entro em um taxi.
Ao ser questionada sobre qual destino seguir, um choque. Sem roteiro definido e cidade desconhecida, como dizer o que realmente desejo?
- Um Pub por favor.
Neste instante concedi o destino de minha noite a um estranho, será que era visível o que realmente desejo através de minha roupa, postura e afins?
Imersa em pensamentos, fantasiando o que a noite me reserva, assusto com o chamado do taxista:
- Dona, é aqui!
Olhei para a fachada do lugar e pensei se eu realmente deveria entrar. Ao perceber que eu estava analisando o lugar, o taxista disse três quadras adiante havia outro lugar no qual eu poderia gostar também. Resolvi ir conferir.
Parados no semáforo da quadra seguinte, percebo um olhar fulguroso pelo retrovisor. No mesmo instante senti um calafrio, havia muito tempo em que eu não recebia um olhar daqueles, sedento de desejo e voraz.
Peço a ele que pare em um lugar para comprar cigarro. Ele entra em uma rua e para o carro. Olho pela janela e não vejo comércio. Ele desce do carro e vai até minha janela.
- Aceita um cigarro?
Demoro alguns instantes para responder, pois fiquei estarrecida de que isso estava acontecendo.
-Si-simm.
-Não fume dentro do meu carro, venha aqui fora.
Ao sair do carro pude visualizar todo o conteúdo, um homem de estatura média, forte com barba por fazer e uma aliança em sua mão direita.
- Casado?
Com um sorriso sacana ele me conduz até a parte da frente do carro e cochichou em meu ouvido:
- Sou casado, mas não sei o que é possuir uma mulher de verdade há muito tempo.
Ao sentir tuas mãos entre minhas pernas, sinto um êxtase tão grande que ao recobrar a consciência percebo que estou somente de lingerie com a mão no capô do carro sendo possuída por alguém que explora todas as partes de meu corpo.
Na portaria do hotel, pergunto o valor da corrida e com um gesto mecânico ele retira um cartão de seu bolso e me entrega.
- Me ligue que te informo o valor.
Desço do carro, saciada e intrigada. Com quantas mulheres ele não fez isso? Após segundos de devaneio, isso não me importa.
Entrei no quarto do hotel, tomei um banho e ao me deitar, imaginei aquelas mãos me tocando e me possuindo. Resolvo pegar o cartão que ele me dera, entro em choque ao ler: Lafleur Savaggio.
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